#17 1 milhão de inscritos em 40 dias – Pyong Lee, empresário, youtuber e mágico

pyong lee

Presença das redes sociais

Pyong Lee está presente na maioria das redes sociais. Em destaque, estão:

Youtube – 8.2 milhões

Instagram – 8,6 milhões

“Somando as aparições todas na internet, deve passar de 1 bilhão para 2 bilhões”

História de vida – Pyong Lee

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Pyong Lee vem de uma família coreana que veio para o Brasil em busca de novas oportunidades, mas tiveram muita dificuldade de se estabilizar no país, pois não falavam português e não tinham documentos. Os pais de Pyong se casaram cedo, mas alguns anos depois a mãe acabou indo embora, deixando seus filhos nas mãos do pai das crianças, que 3 anos depois viria a falecer. 

Pyong começou a trabalhar por meio período com 12 anos de idade e aos 15 anos, ele conseguiu seu primeiro emprego em uma gráfica, fazendo cartão de visita, cópia de arquivos e se tornou gerente da empresa. Ele trabalhou em uma imobiliária, entregou correspondências, trabalhou em uma empresa de montagem e passou 1 ano em um escritório de programação.

“Meu tio queria que eu aprendesse cedo, dar valor ao dinheiro e ao trabalho, entender como funciona o dia-a-dia.”

Onde tudo começou

Ainda no ensino médio, Pyong Lee desenvolveu um grande interesse pela dança e, mais tarde, pela mágica. Ele treinou muito durante alguns meses e acabou pegando a prática. 

“Eu sempre quis ser diferente e fazer coisas diferentes. Antes de ir para a TV, meu sonho era ser mágico profissional.”

Em 2009, Pyong foi chamado para participar do programa do Silvio Santos e a partir daí inicia-se sua carreira na televisão. Mais tarde, a SBT o chamou para ser assistente de palco e mágico, passou pelos programas da Eliana, Hebe, Ratinho, Se vira nos 30, entre outros.

“Participei de alguns programas, mas era sempre muito pontual e por ser mágico. Eu queria ser reconhecido pelo meu nome, por algo que fiz.”

Durante um período de sua vida, quando ainda estava cursando Direito, Pyong Lee trabalhou em uma mercearia, onde passava 13 horas todos os dias. Lá, ele criou seu primeiro canal de entretenimento no YouTube e conseguiu chegar a 40 mil inscritos em 6 meses, mas acabou deletando-o mais tarde.

Após entrar em um estado depressivo, em 2014 Pyong cria o canal que utiliza até hoje, produzindo conteúdo constantemente com uma pessoa que o ajudava com a edição e filmagem. Em 2 meses, o canal atingiu 25 mil inscritos e com o tempo, Pyong foi entendendo o poder do networking, o poder de ser reconhecido e de ter uma audiência. Em um evento, ele chegou a conhecer outros youtubers, como Whindersson Nunes, Christian Figueiredo, Júlio Cocielo, entre outros.

“Aqui eu já entrei com a cabeça de que aquilo ia se tornar um negócio milionário.”

“Reergui minha energia, foco e criei o canal que está no ar até hoje com 8 milhões de inscritos.”

Ainda em 2014, um dos youtubers apresentou Pyong Lee a outros colegas e começaram com os collabs, fazendo vídeos juntos. Em pouco tempo, perceberam o poder de se ajudar, pois os canais começaram a crescer rapidamente. Além disso, ele participou de uma das edições do BGS (Brasil Game Show) e permitiu que alguns youtubers de jogos o gravassem. Com isso, Pyong ganhou cerca de 40 mil inscritos em apenas 4 dias. Pouco tempo depois, o canal começou a gerar dinheiro, mas era apenas o suficiente para pagar a gasolina e comer alguma coisa.

Em 2015, o canal recebia a primeira proposta de publicidade que oferecia R$15 mil para fazer 3 vídeos. A partir desse momento, Pyong Lee decidiu entrar em uma agência para fechar mais alguns trabalhos, como vídeos, fotos ou outros pequenos projetos. Ainda no mesmo ano, ele decidiu ir morar sozinho e bateu 1 milhão de inscritos.

“Saí de casa sem saber se ia conseguir pagar o aluguel do mês seguinte. Foi uma das decisões mais importantes da minha vida. Quando você vive no meio influenciado por família, apesar de quererem seu bem, acabam te prejudicando.”

“Naquela época, criar conteúdo era visto como perda de tempo por muitos.”

A hipnose

Em 2015, Pyong Lee foi contratado para participar da propaganda do filme “Truque de Mestre”, mas ainda não sabia fazer hipnose e tinha um certo preconceito com o tema. Com isso, convidou uma pessoa já experiente e fez vídeos na rua. O hipnotista convidado pelo youtuber parava pessoas na rua para hipnotizá-las e Pyong gostou da ideia. Em fevereiro de 2016, a hipnose passou a fazer parte da vida dele

“O que aprendi com hipnose é que no segundo dia ele fez uma terapia ao vivo tratando um transtorno mental de uma pessoa. Em duas horas ele resolvia. O cara parecia completamente diferente. Eu pensei: como isso é poderoso.”

A partir disso, Pyong Lee começou a fazer vídeos praticando a hipnose com celebridades e digital influencers.

“Tem um projeto chamado VEDA (Videos Everyday April) em que no mês de abril, as pessoas postam vídeos todos os dias. Eu decidi entrar na onda, já estava melhorando a hipnose, gravei um vídeo e bombou. Decidi mesclar o entretenimento com a hipnose e postar todos os dias em Abril. Como eu não tinha estoque, gravava todos os dias, editava e postava. Com isso, ganhamos 1 milhão de inscritos em 40 dias. Foi o canal que mais cresceu no YouTube no Brasil.

Motivos para ter dado certo:

  • Frequência: todos os dias tinha vídeo novo no canal
  • Cada vídeo era com uma pessoa diferente sendo hipnotizada
  • Collabs: dos vídeos em alta que apareciam na lateral no YouTube, em 3 o Pyong estava presente

Atualmente, o vídeo mais visto do canal possui cerca de 12 milhões de views.

Ao ver os resultados do mês de abril, quando Pyong havia postado um vídeo todos os dias, ele decidiu fazer a mesma coisa no mês seguinte e fez uma sequência de 60 dias.

Em 2016, Pyong Lee entra em outra agência para pegar outros projetos maiores e, combinado com outros diversos eventos que ocorreram em sua vida hipnotizando influencers e celebridades, tanto o canal, quanto o nome de Pyong, cresceu muito.

Planejamento dos conteúdos

“Eu sempre fui muito de ‘feeling’. Sempre disse ‘só marca e faz’, mas sei que não é o certo. Educar um público tendo frequência na postagem dos vídeos, como por exemplo, toda terça e quinta às 22h, é uma boa prática, porque você educa seu público a esperar pelo seu conteúdo.”

Pyong afirma que não seguia um plano para as postagens de conteúdo e chegou a ter intervalos de 15 dias.

“Sempre fui muito de 80% na prática. Só sabe fazer de verdade quem faz.”

A marca Pyong Lee

Pyong entrou no mundo do entretenimento, hipnose e principalmente do YouTube com a certeza de que o projeto iria virar negócio. Ao começar a trabalhar com agência para pegar projetos relacionados à imagem dele, percebeu que seu nome havia se tornado uma marca, mas afirma não ter planejado esse crescimento.

Projetos em paralelo do Pyong Lee

“Gosto de entrar em projetos novos que podem não ter nada a ver com a minha área, mas entro pela aventura de construí-los, para explorar e fazê-los crescer.”

Durante 1 ano, Pyong teve um time de esportes eletrônicos de Fortnite que é uma tendência e continua crescendo no mercado.

“Antes do Fortnite bombar, eu vi os números do jogo e decidi fazer o time. Vi que teria uma competição onde o prêmio era de R$100 milhões. Porém, eu não conhecia o mercado e não conhecia muitas pessoas dentro dessa área, por isso e por outros motivos, acabei não seguindo.”

“Eu sou do tipo de pessoa que prefere, ao invés de postar 10 para ganhar 20, aposto 10 mil para recolher 1 milhão.”

A importância de estar em um ambiente desconfortável

Estar em um ambiente com muitos empresários que arriscam e que querem crescer, costuma deixar as pessoas desconfortáveis, fazendo com que elas queiram crescer também.

“Se você vive em um meio onde você é o melhor, não tem para onde você crescer.”

Além disso, Pyong Lee mencionou uma pesquisa de economia onde colocaram uma pessoa pobre no meio de milionários e, dentro de alguns anos, essa pessoa ficou milionária. Ao colocar um milionário no meio de pessoas pobres, ele ficou pobre.

“A influência do meio-ambiente é muito gigante. Estar em um lugar com empresários falando sobre essa filosofia de crescer, de unicórnio, de experimentos, entre outras coisas, é muito bom.”

Modelos mentais e hipnose

Pyong Lee diz que o que o ajudou a chegar onde está hoje foi o comportamento e modelo mental de sua avó, pois ela sempre foi muito otimista e tinha muita fé. Além disso, ele afirma que procurou seguir os modelos mentais de pessoas que conquistaram o que ele almejava, tentando compreender como aquela pessoa se comporta. 

“Um livro que mudou a minha vida foi “Bilionários” do Ricardo Geromel. É um livro simples, mas teve um impacto gigantesco na minha vida. Em 2016, mesmo endividado e com o nome sujo, eu fechei o livro e decidi que seria bilionário. O livro fala dos 8 pontos em comum entre os bilionários e eu entendi que, se alguém fez, eu também consigo. Se a pessoa estava na mesma condição que eu e hoje é bilionário, então eu posso ser também. Procurei entender como ele construiu isso, qual o comportamento dele, como fez o networking, entre outras características.”

A hipnose é o conhecimento que dá acesso ao subconsciente. Quando acessamos o subconsciente, temos acesso às nossas programações internas que definem o que somos como pessoas.

“No dia-a-dia, pessoas que não entendem isso e não sabem como mudar hábitos negativos, essas pessoas vivem apenas no consciente. Muitos empresários e empreendedores buscam conhecimento, mas sempre algo muito técnico. Mas a saúde mental de todos é importante, porque quando isso tá equilibrado nas empresas, tanto com os líderes quanto com os colaboradores, com certeza teria um grande impacto no negócio.”

Lidando com haters

Todos que começaram com criação de conteúdo quando ainda era algo mais desconhecido, não entendiam e não sabiam como lidar com “hate”, xingamentos e comentários maldosos. Pyong Lee diz que, no início, só respondia apenas aos comentários negativos, porque há uma necessidade de debater e provar que você não é o que a pessoa diz. Depois de um tempo, ao ver que seus fãs pediam para dar mais atenção aos comentários positivos, ele passou a bloquear todos os outros.

“Em 2016, eu acabei parando de ligar para isso, porque sempre vai ter hater.”

Entre os maiores aprendizados que vieram de sua experiência como youtuber, estão: execução das coisas, acertar o timing e aprender a ignorar.

“Tudo o que eu foquei e mergulhei de cabeça, é o que cheguei no topo. O time de Fortnite, não mergulhei de cabeça, levei meia boca, por isso não foi pra frente.”

Pyong no Big Brother Brasil 2020

A edição do BBB de 2020 foi diferente de todas as anteriores, pois pela primeira vez juntou celebridades com pessoas “desconhecidas”.

“Eu pensei: cara, vai ser o primeiro, vai ser posição para um público que talvez não me conheça. Participei muito de televisão, mas eu estava pronto para ir para o próximo patamar de exposição e crescimento, porque é isso vivo, é isso que eu quero e quanto mais audiência e número, mais rentabilidade para crescer um business.”

A participação no BBB foi pensada. Pyong assistiu outras edições do programa para entender a dinâmica do jogo e o que poderia acontecer.

“Eu sabia as regras, sabia como jogar, sei que precisa ser autêntico, porque lá dentro não dá para segurar um personagem. Quando comecei a ver os grupos se formando, o tempo eu pensava em tudo como estratégia.”